Um grupo de alunos da Escola dos Barreiros, através do Clube Europeu e da disciplina de Geografia, visitaram a Gare Marítima da Madeira, em visita de estudo, a primeira deste ano letivo na APRAM.

Ao longo do ano, a empresa recebe vários grupos de estudantes, de diversos níveis de ensino que procuram conhecer não só o Porto do Funchal, enquanto porto turístico, mas também o do Caniçal, o porto de mercadorias.

Em média, anualmente, a APRAM recebe seis visitas de estudo.

 

A Administração dos Portos da Madeira procedeu à reabilitação do farol de Câmara de Lobos que em 2017 se encontrava bastante degradado.

O investimento orçou os 23 500 euros e abrangeu a recuperação das escadas e paredes, bem como a pintura e a recuperação da rede elétrica.

Trata-se de um farolim que começou a funcionar a 21 de janeiro de 1930 e que passou por várias fases de evolução tanto no equipamento como na estrutura.

A propósito da Regionalização, recordamos aqui a luta dos madeirenses por um porto 

Citações (retiradas de vários estudos do Centro de Estudos de História do Atlântico)

Um exemplo mais a provar o tratamento de tipo colonial nas aplicações financeiras do estado na região está na forma como se procedia ao lançamento de infra-estruturas imprescindíveis para o desenvolvimento da ilha. Estão neste caso as obras do porto do Funchal e as obras no sentido da valorização dos aproveitamentos hidro-agrícolas e eléctricos. Para o primeiro foi criada em 1913 a Junta Autónoma das Obras do Porto Funchal com o objectivo de coordenar as referidas obras e conseguir os meios financeiros necessários, para isso foi-lhe atribuído o direito de arrecadação do imposto sobre o tabaco. As obras entre 1931 e 1933 custaram 5.353.000 escudos, enquanto as receitas do imposto entre 1923 e 1932 foram de 25.123.841 escudos, isto é, os gastos foram de apenas de 21%. Por outro lado, as obras contribuíram para o incremento do movimento do porto, com repercussão directa nas receitas da alfândega que a partir de 1927 quadruplicaram.”

In Alberto Vieira, “A Autonomia e o Deve e haver das Finanças da Madeira”, pág. 18, 24 de março de 2000

 

O porto foi durante séculos o eterno problema da Madeira, constituindo uma das reivindicações mais pertinentes e persistentes dos madeirenses que viam os navios fugirem para Canárias, desviando para lá uma importantíssima fonte de receitas que se cá ficassem poderiam contribuir para minorar as suas dificuldades ancestrais. Os navios aqui não tinham onde atracar e frequentemente faltavam os óleos necessários à navegação.”

 EmanueL Janes/CEHA

 

“Durante largos anos a Madeira foi despojada da quase totalidade dos seus rendimentos enviando milhares de contos, e não recebendo o mais insignificante melhoramento. Aquele povo bondoso e trabalhador foi objecto da mais torpe exploração. Assim, privado de escolas, sem estradas, sem águas de irrigação, sem a menor comodidade, tem arrastado uma vida miserável de trabalho e sacrifício. Sem orientação, sem plano, sem a menor provisão a economia da Madeira foi abandonada aos acasos da sorte(...) e não há solo mais produtivo nem produtos mais preciosos, nem terra mais linda, nem clima mais benigno; tudo quanto dependia da natureza ali está na sua expressão mais sublime; todo o mal que ali existe é só obra de homens.”

 

Visconde da Ribeira Brava, in O Liberal, 5 de Junho de 1913

 

“A Madeira, Senhores, he uma fonte de riqueza para Portugal. Em todos os tempos tem contribuído com avultadas sommas para as precisões do Estado.”

 

1827: Deputado Manuel Caetano Pimenta de Aguiar  

“Sabemos que fazemos parte do reino de Portugal, única e exclusivamente para quinhoarnos nos encargos que se renovam ou baptizam com nomes diferentes, mas que sempre se acrescentam. Para os benefícios, para melhoramentos materiais é o mesmo que não existirmos. Somos filhos espurios.” 

VIEIRA, Manuel José (1883), Discurso Pronunciado na Câmara dos Senhores Deputados, Funchal,. 

 

O Cais da Ponta do Sol reabriu ao público na passada segunda feira, após a empreitada de reabilitação e requalificação que coloca esta infraestrutura portuária oitocentista como um exemplo e uma referência no domínio deste tipo de trabalhos de  recuperação de um património que valoriza e dignifica toda a região.

A obra que representou um investimento de mais de 700 mil euros da Vice Presidência do Governo Regional, com  comparticipação comunitária de 85%, foi liderada pela APRAM e passou pelo diálogo entre várias instituições, nomeadamente a Direção Regional de Cultura e a própria Câmara Municipal da Ponta do Sol, no sentido de se preservar e respeitar um cais projetado pelo engenheiro Tibério August Blanc e construído entre 1848 e 1850, junto à casa da guarda e da antiga prisão escavada na rocha..

O Vice-Presidente do Governo Regional, Pedro Calado, que visitou o local no início das obras, considera que se "correspondeu aos desejos da população local, reabilitando e devolvendo a segurança daquela infraestrutura portuária, preservando o património existente e promovendo e rentabilizando um ponto turístico, que pretende cativar os visitantes."

Além disso, o governante lembra que este cais do século XIX mantem a planta original do projeto e "é há muito, um ponto de referência do concelho. Todas as intervenções de recuperação e consolidação deste património regional tiveram sempre em atenção a preservação e reutilização dos materiais originais."

“De salientar, justamente, o trabalho minucioso efetuado pelos calceteiros, que repuseram a calçada madeirense de pequenos calhaus rolantes e o trabalho a nível arquitetónico que assegurou a configuração, textura e cor originais”, realçou o vice-presidente.

Dividida em dois lotes, a empreitada de recuperação e reabilitação teve em conta a manutenção da falésia, com a reabilitação da proteção de taludes. Depois, foram feitos os calcetamentos, a remoção e colocação de novos capeamentos nos muros, em cantaria regional, execução de pavimentos em calçada madeirense e a reabilitação dos pavimentos em betão, reparação das escadas em cantaria, execução de revestimentos e pintura dos mesmos e colocação de guardas metálicas e iluminação pública.

Até finais do século XIX, foi o porto secundário mais importante da Madeira, com um movimento médio anual de cerca de 8 mil toneladas de produtos da terra e granéis alimentícios, importados do Funchal para a população local.

Em 1947, movimentou cerca de 26 mil passageiros, numa altura, em que a ausência de estradas em terra, fazia com que se optasse pelas estradas marítimas que ligavam os diferentes locais da Região.

Além de ter servido para o embarque e desembarque de pessoas e bens, o Cais da Ponta do Sol funcionou também como troço do caminho real de ligação ao Lugar de Baixo, aberto posteriormente na rocha.

 

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